domingo, 28 de novembro de 2010

Efêmero

"Efêmero"
(Letícia Thompson)


Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.

Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.

Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.

E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.

Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!

E o tempo passa...

Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.

Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.

Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.

Olhe para frente!

Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.

(...)

domingo, 7 de novembro de 2010

Dois caminhos...

Tenho,

nas minhas mãos, dois caminhos,
duas decisões,
mesmo quando tudo parece desabar.

Cabe a mim decidir, entre rir ou chorar,
entre ir ou ficar, entre desistir
ou lutar...

Se o mar
está revolto,
posso ficar na praia
ou sair para pescar...

e, talvez,
nunca mais voltar...

Tenho,
nas minhas mãos,
o bem e o mal...

e entre eles
poucos pensamentos...

Um diz para fazer
sem culpa,
o outro pensa,
reflete
e pede para esperar...

Enquanto o mundo
se perde em erros,
posso me manter sereno, sem medo...

porque tenho a chave
da minha vida
nas minhas mãos...

Atravessei caminhos
nem sempre floridos,
que deixaram marcas profundas em mim...

mas amei
e fui amado...

Por isso, tenho
nas minhas mãos,
bem mais que a vida...

tenho a dúvida
e a certeza,
a esperança
e o medo,
o desejo e a apatia,
o trabalho
e a preguiça...

E me dou
o direito de errar
sem me cobrar...

e acertar
sem me gabar...

Porque descobri
no caminho incerto da vida,
que o mais importante
é o decidir...

e decidi,
de uma vez
por todas ser simplesmente feliz!


(Autor desconhecido)